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Meu príncipe im(perfeito) | Cida Pessoa

por Aline Cavalcante

Meu ideal romântico foi construído a partir de filmes como “Enquanto você dormia” – filme da década de 90. Eu era (ou sou) bem parecida com a Lucy, personagem principal do filme. Assim como ela, eu sonhava com o dia em que esbarraria com o homem da minha vida e nós dois imediatamente nos reconheceríamos como almas gêmeas e nos casaríamos logo em seguida.

 

 

Por algum motivo, suspeito que eu não era a única com essa ideia, e conversando com algumas garotas, pude identificar algo semelhante: o desejo de ser princesa e a necessidade de encontrar um príncipe tão perfeito quanto os da Disney. Por essa razão, hoje decidi compartilhar um pouco da minha história, principalmente com aquelas meninas (ou meninos) que sonham demais e às vezes deixam o amor passar diante de seus olhos por ele não se encaixar no seu padrão de perfeição romântico.

Eu recusava qualquer tipo de relação que fosse diferente da que eu idealizava. Nem preciso falar que passei um bom tempo sozinha, isso porque a minha vida amorosa resumia-se em me apaixonar por quem não estava apaixonado por mim ou pelo menos na idealização do amor que eu fazia em outra pessoa. O comum não me agradava, tudo precisava estar envolto em uma atmosfera de romance; se não, nada feito.

Meu romantismo excessivo me fazia sonhar acordada e idealizar o homem perfeito. No fundo, eu tinha mesmo era medo do real, medo de relacionamento de verdade, de enxergar e admitir que o homem perfeito só existia na minha cabeça e nos filmes que eu adorava. Eu achava que era feliz assim, pelo menos por um tempo. Apenas sonhando.

O dia em que encontrei o amor da minha vida

Preciso admitir para vocês que não conheci o homem da minha vida em um metrô e nem em um esbarrão no corredor da escola, quando meus livros cairiam e ele apanharia. Foi algo bem normal. Também não o reconheci como alma gêmea no momento em que o encontrei e nem me apaixonei logo de cara. Ele não teve que travar nenhum duelo pra conquistar meu coração, pelo menos não naquele momento. Hoje sei que ele trava batalhas diárias pelo nosso amor, e cada dia é um novo desafio para me conquistar ou me reconquistar. Admito que não sou muito fácil. Minha veia romântica exige dele ações cada vez mais criativas, mas ele é bem determinado; outro já teria desistido.

 

Quando o vi pela primeira vez, ele não era o mais bonito nem o mais inteligente, mas ele era o mais engraçado, o mais bobo, me fazia sorrir!!! Não… ele me fazia gargalhar, rir dele e de mim mesma. Ele ainda faz isso todos os dias e não se conforma enquanto não arranca um sorriso de meus lábios. Eu realmente precisava de alguém assim. Mesmo assim, às vezes tenho vontade de matar ele e, na maioria das vezes, penso que morreria sem ele.

Ele era só um cara comum, mas com o tempo ele se tornou o mais importante de todos. Hoje é o mais lindo dos homens e o mais inteligente também.

Eu vivi muito tempo sem ele, mas agora ele é essencial pra mim, mas isso não aconteceu no primeiro momento que o vi, isso acontece um pouco a cada dia, aconteceu um pouco ontem e um pouco hoje também. Tanto tempo depois ainda me pego admirando seu rosto e também suas atitudes. É difícil acreditar que não foi amor à primeira vista, mas um amor construído dia a dia.

 

 

Ele é bem diferente do cara dos meus sonhos de 15 anos atrás, mas ele se mostrou bem melhor, porque ele é real. Ele é cheio de defeitos e está longe de ser um príncipe da Disney, mas ele é o meu príncipe, às vezes irritante, às vezes bobo e, muitas vezes, apaixonante. Ainda sou romântica! Não posso desprezar anos e anos de filmes melosos, mas acho que aprendi ou estou aprendendo que viver é bem melhor que fantasiar, aprendendo que, por mais simples que seja a vida, ela é melhor que meus devaneios românticos da adolescência.

Se você, assim como eu, sonhava com um príncipe perfeito, essa história é para você.

 

O amor muitas vezes está bem do lado, mas estamos tão inconformados com o que não temos que não conseguimos enxergar as dádivas que temos. Queremos a vida de outra pessoa, de um personagem que criamos, de qualquer coisa, menos a nossa própria vida. Esquecemos que o amor real é vivenciado e construído dia a dia. Ele tem defeitos, mas isso não impede que ele seja perfeito para nós.

Por Cida Pessoa
Retirado do blog minhavidacrista.com