VAMOS CONVERSAR SOBRE SUICÍDIO|SUPORTE A QUEM FICOU

Cerca de 7% da população é exposta ao luto por suicídio a cada ano. Estudos demonstram que 5 membros da família, 15 familiares mais distantes, 20 amigos, 20 colegas de trabalho ou escola são afetados por cada morte por suicídio.

A morte por suicídio é um evento muito traumático para os que ficam, provocando muito sofrimento. Reações mais frequentes dos enlutados por suicídio:

  • Negação
  • Depressão
  • Isolamento
  • Problemas de ajustamento
  • Dificuldades de relacionamento com tendência ao isolamento
  • Sensação de desamparo
  • Queda de produtividade no trabalho/estudos
  • Desenvolvimento de transtornos psíquicos
  • Aumento do uso de álcool e drogas
  • Desenvestimento na própria vida

Então, é importante falarmos sobre o apoio e cuidados a quem ficou e também para quem fez tentativas.

A primeira ação no apoio a quem ficou é compreender o processo do LUTO que será vivenciado. O luto tem 5 fases (Elizabeth Kubler-Ross):

– Fase 1: Negação – não aceitar o fato, não querer falar no assunto

– Fase 2: Raiva – revolta, sentimento de injustiça, culpar alguém pela morte

– Fase 3: Barganha – prometer a si mesmo ou a Deus que será diferente, melhor

– Fase 4: Depressão – isolamento, tristeza intensa, sentimento de impotência

– Fase 5: Aceitação –  enxergar a realidade da morte, prontidão para enfrentar a
perda ou a morte

Outros princípios a observar:

– ajudar a quem ficou a se dar conta da perda

– ajudar a quem fica ou sobrevive a expressar seus sentimentos

– ajustes no ambiente e na vida diante da ausência de quem morreu

– formular novos projetos de vida

– suporte médico e psicoterápico

– combate ao isolamento com reorganização da rede social

 

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