O ORGULHO É O MAIOR EMPECILHO PARA A VITÓRIA

O Passo 7 diz: Humildemente pedimos que Deus removesse todas as nossas imperfeições.

“Mas, se confessarmos nossos pecados a Deus, Ele cumprirá a Sua promessa e fará o que é correto: Ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.”
(I João 1:9 – NTLH)

Por causa do nosso orgulho, podemos nos esconder atrás das nossas defesas durante o processo de restauração. Talvez nos ocultemos atrás de uma posição importante, de uma boa reputação, de uma ilusão de que somos superiores, ou da crença de que não temos grandes defeitos, mas apenas “pequenos defeitinhos” que não fazem mal a ninguém.

Podemos sentir uma vergonha tão grande, que, possivelmente, façamos um esforço supremo para nos esconder sob uma imagem impecável. Se tentarmos nos proteger, recorrendo a algum desses artifícios, não conseguiremos experimentar o amor e a graça de Deus, nem deixando a verdadeira liberdade e alegria que somente a vitória, concedida por Ele, sobre nossos defeitos de caráter pode gerar.

Mas podemos humildemente pedir a Deus que mude nossas atitudes. Quando Ele der um jeito em nosso orgulho, seremos capazes de deixar de nos esconder atrás da nossa reputação. Podemos permitir que nos tornemos “anônimos” e que outros nos conheçam simplesmente como mais uma pessoa que luta contra a sua adicção.

“Portanto, sejam humildes debaixo da poderosa mão de Deus para que ele os honre no tempo certo. Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois Ele cuida de vocês.”
1 Pedro 5:6-7 NTLH

Bíblia de Estudo Despertar, pag. 1379

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CONFERÊNCIA SOMA

Conferência SOMA
A força do voluntariado

Ser voluntário é o ato de doar seu tempo e seu conhecimento para colaborar com a sociedade em que você vive, através de ações que não poderiam ser remuneradas porque têm um valor incalculável.
Parte da nossa humanidade se sustenta na capacidade de não servir somente a si.
Existe um anseio de fazer diferença no mundo para tornar a sua vida e de outras pessoas um pouco melhor.

A SOMA de pessoas em ações que beneficiam outras, produz um bem imensurável para comunidade, para o próximo e para si mesmo.
Ser voluntário é compreender que a perseverança nas coisas que faz, transforma vidas e realidades, partindo de pequenas e simples atitudes.
Se um voluntário já pode tornar o mundo melhor, imagine o que a SOMA de muitos pode fazer?

Nesta conferência, iremos dialogar sobre o que acontece quando pessoas decidem SOMAR e repartir seus dons, talentos e histórias no mundo ao seu redor.
Isto é, cumprir a MISSÃO.

Quanto vale!?
Voluntariado é uma atitude de generosidade, por essa razão o valor da inscrição quem define é você!

Clique no LINK abaixo para Doar e garanta a sua inscrição.

https://pagseguro.uol.com.br/checkout/nc/nl/donation/sender-identification.jhtml?t=34bb766284406df21afd136b8f22f60f3a65d0e096d1f27490a040187cf1b58a&e=true#rmcl

Além da contribuição financeira receberemos alimentos não perecíveis. Fique a vontade para definir as quantidades.

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SEJA RICO EM NUTRIR BONS SENTIMENTOS!| POR ALINE XAVIER

Uma hora ou outra você pensa: Ah! Se eu fosse rico! Quantas coisas poderia ter, conquistar, usufruir, comprar…

Mas, sabe-se que essa realidade se limita a uma pequena parte da população mundial, além de envolver uma série de coisas que não cabe aqui entrar em detalhes.

No entanto, a riqueza maior concentra-se onde a traça e a ferrugem não consome, nem os ladrões roubam; mas no céu, onde os valores ultrapassam a tudo que é material. (Mateus 6:19 e 20). E esse céu começa aqui mesmo na Terra, dentro do lar, no trabalho, na rua, na escola e em todo lugar que tocar a planta do seu pé e ao alcance dos seus olhos!

A riqueza tem que vir de dentro para fora, na maneira como você se relaciona com o próximo, a começar pela sua própria família, com a natureza, o respeito pelo bem comum, a forma como cumpre seus deveres cívicos, atitudes éticas, nutrindo bons sentimentos perante o meio em que convive.

Não tem coisa melhor do que uma pessoa sair de nossa presença de maneira diferente de como se aproximou. Leve, feliz, esperançosa, disposta a mudar algo que esteja sendo nocivo à sua saúde física, mental ou espiritual.

É disso que precisamos, ativar o modo “amor”, dispostos a não só nos comovermos, como termos atitudes práticas de humanidade, compaixão.

Jesus deixou o seu legado, para que nós perpetuássemos os valores inegociáveis que Ele nos ensinou na prática da Sua vida, submetendo-se à vontade de Deus Pai, compreendendo a dimensão da sua missão.

Acaso você não tenha clareza sobre as suas verdadeiras motivações e tem canalizado as suas energias naquilo que é secundário e que não lhe acrescentará dividendos eternos, sugiro que repense seus valores e direcione seus pensamentos e ações naquilo que é relevante e que dá sentido à vida abundante prometida por Jesus, para àqueles que creem (João 10:10).

E para haver transformação, é preciso ter clareza sobre os valores que regem sua vida. Eles precisam ser bem compreendidos, para que você consiga discernir o que de fato e de verdade vale a pena investir.

Nutrir a alma do que é verdadeiro é o melhor caminho para a paz em todos os aspectos!

Permita-se!

 

 

Por Aline Xavier

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ISSO NÃO TEM PERDÃO!

Fonte Imagem

https://www.eusemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2018/04/87173260_l-810×540.jpg

A mulher entrou em minha sala de atendimento com a expressão facial tensa. Contou-me algo de sua história e de como havia sido humilhada e maltratada durante parte de sua infância e adolescência pela madrasta. A mãe havia falecido quando ela era ainda muito pequena, e após alguns anos o pai se casara novamente e a relação dela com essa segunda esposa do pai nunca fora boa. Havia muitas questões não resolvidas e mágoas acumuladas.

Ela saíra de casa cedo com 17 anos, para cursar faculdade em outra cidade e nunca mais retornara à casa paterna. Durante anos mantivera uma distância “confortável” morando em outras cidades e até no exterior, com o intuito de evitar conflitos. Entretanto, o pai agora estava com uma doença terminal e isso mobilizara nela uma aproximação.

A razão que a trazia ao aconselhamento era o sentimento de aproxima-se do pai que conflitava com a ideia de que ele a havia “traído” ao se casar com essa outra mulher, especialmente pelo fato de o pai não ter percebido como durante anos a nova esposa tratara os filhos como intrusos na relação dela com o marido. Para essa jovem senhora o que o pai fizera com ela na infância “não tinha perdão”.

São inúmeras as situações familiares em que um membro se sente injustiçado pelos demais – sendo essa injustiça real ou imaginária – e que causam rupturas no interior das famílias. Entre os filhos de Jacó houve algo similar quando os irmãos de José ficaram fartos de suas afirmações de que ele seria o centro da família e que todos se curvariam diante dele (Gn 37.9-10). Isso foi a gota d´água para que os irmãos tramassem a morte de José – que só foi evitada pela intervenção de Rúben, o irmão mais velho.

São situações em que o perdão nem sempre flui com facilidade. Na maioria das vezes evita-se o contato para justamente não se confrontar com os sentimentos negativos que envolvem aquelas relações. Todavia, carregar o peso de emoções negativas ao longo da vida pode ser altamente corrosivo para a saúde emocional. Há doenças físicas (que vão de gastrites a alguns tipos de câncer) e emocionais (como certos tipos de depressão) que decorrem da não resolução de situações conflitivas.

Inúmeras vezes a Bíblia nos incentiva a perdoar tais situações para que vivamos vidas mais saudáveis. Perdoar requer mudar a perspectiva que temos do mundo, o qual frequentemente construímos a partir de uma ilusão. Criamos um lugar onde buscamos prazer e evitamos a dor. Mas essa construção dificulta a percepção do amor incondicional de Deus pois dissocia a realidade de uma ingênua perspectiva que marca por um lado um âmbito idealizado (só felicidade) e por outro lado algo separado de Deus, onde há sofrimento. Somente quando perdoamos resolvemos essa dicotomia, já que perdoar é a expressão mais clara do “ministério de reconciliação”. Perdoar é poder escolher de novo, livrando-nos da obsessão da repetição. Perdoar não é eliminar o erro, mas começar a eliminá-lo.

Quando se perdoa, outorga-se outro ponto de vista, dá-se um novo sentido para o que foi feito. Dessa forma somos capazes de transformar o intento original do ofensor. Essa vitória implica colocar o ofensor sob o âmbito governado pelo amor de Deus. Perdoar é a capacidade de consentir um mandado a Deus a fim de poder assistir ao milagre de sua graça. Por isso, exercitemos o perdão dentro de nossas famílias.

Autor: Carlos Catito

Fonte: Revista Ultimato, ano LII, nº 378, Julho/Agosto 2019, página 30.

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VAMOS CONVERSAR SOBRE SUICÍDIO|SUPORTE A QUEM FICOU

Cerca de 7% da população é exposta ao luto por suicídio a cada ano. Estudos demonstram que 5 membros da família, 15 familiares mais distantes, 20 amigos, 20 colegas de trabalho ou escola são afetados por cada morte por suicídio.

A morte por suicídio é um evento muito traumático para os que ficam, provocando muito sofrimento. Reações mais frequentes dos enlutados por suicídio:

  • Negação
  • Depressão
  • Isolamento
  • Problemas de ajustamento
  • Dificuldades de relacionamento com tendência ao isolamento
  • Sensação de desamparo
  • Queda de produtividade no trabalho/estudos
  • Desenvolvimento de transtornos psíquicos
  • Aumento do uso de álcool e drogas
  • Desenvestimento na própria vida

Então, é importante falarmos sobre o apoio e cuidados a quem ficou e também para quem fez tentativas.

A primeira ação no apoio a quem ficou é compreender o processo do LUTO que será vivenciado. O luto tem 5 fases (Elizabeth Kubler-Ross):

– Fase 1: Negação – não aceitar o fato, não querer falar no assunto

– Fase 2: Raiva – revolta, sentimento de injustiça, culpar alguém pela morte

– Fase 3: Barganha – prometer a si mesmo ou a Deus que será diferente, melhor

– Fase 4: Depressão – isolamento, tristeza intensa, sentimento de impotência

– Fase 5: Aceitação –  enxergar a realidade da morte, prontidão para enfrentar a
perda ou a morte

Outros princípios a observar:

– ajudar a quem ficou a se dar conta da perda

– ajudar a quem fica ou sobrevive a expressar seus sentimentos

– ajustes no ambiente e na vida diante da ausência de quem morreu

– formular novos projetos de vida

– suporte médico e psicoterápico

– combate ao isolamento com reorganização da rede social

 

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VAMOS CONVERSAR SOBRE SUICÍDIO|COMO LIDAR COM A PESSOA EM CRISE

Há um natural sentimento de impotência e incapacidade diante do desamparo e  desesperança da pessoa que expressa a intenção de se suicidar e/ou já fez uma ou algumas tentativas.

A família geralmente é o maior um fator de proteção e tem um importante papel no cuidado e assistência à pessoa que tentou suicídio e ainda se encontra em crise. Por isso deve entender a importância de sua presença e participação nos cuidados que a pessoa precisará receber.

  • Acolher os sentimentos de angústia, insegurança, medo, frustração da pessoa
  • Não agir com base nos preconceitos e mitos que vimos na segunda palestra
  • Não julgar, repreender, minimizar, ignorar
  • Demonstrar compreensão, empatia e apoio para que a pessoa se sinta mais segura, acolhida, compreendida e respeitada
  • Manter a calma, pois a pessoa pode se apresentar muito ansiosa, alterada, confusa, agressiva, sintomas de culpa e pensamentos distorcidos

  • NÃO DEIXAR A PESSOA SOZINHA
  • Conhecer a gravidade e riscos da situação
    • Ter um plano de monitoramento da pessoa e de segurança:
    • Conhecer as situações (gatilho) que desencadeiam a ação suicida
    • Aprender a lidar com pensamentos e momentos de angústia
    • Afastar os meios que possam ser usados para a autoagressão
    • Manter a pessoa consciente das ‘boas razões para continuar viva’
    • Atividades que reduzam a ansiedade: esporte, passatempo, grupos de apoio
    • A pessoa ter alguém para apoio e como acessá-la rapidamente
    • Informações sobre como contatar o médico, o psicoterapeuta
    • Contatos de serviços médicos de emergência e de resgate

Centro de Valorização da Vida – CVV – https://www.cvv.org.br/
Vidas Preservadas – http://www.mpce.mp.br/caopij/projetos/vidas-preservadas/
PRAVIDA – https://www.pravida.com.br/
Instituto Bia Dote- http://institutobiadote.org.br/
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
Construir uma rede de cuidado e assistência, buscando ajuda médica e psicológica

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VAMOS CONVERSAR SOBRE SUICÍDIO – FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO

FATORES DE RISCO EM ADULTOS

– Transtornos mentais como esquizofrenia

– Depressão grave

– Uso de drogas

– História familiar de suicídio

– Pensamento suicida

– Tentativa de suicídio anterior

– Abuso físico e sexual

– Instabilidade familiar

– Isolamento social

– Doenças físicas incapacitantes, dolorosas,
terminais e estigmatizantes

– Luto ou outro acontecimento estressante

– Desemprego/Aposentadoria

– Fracasso social: escolar, financeiro,
profissional, relacionamento amoroso

– Separação conjugal, viuvez

– Histórico de automutilação

– Violência doméstica

– Vergonha, humilhação, preconceito,
bullying

– Impulsividade e agressividade

– Pouca flexibilidade para enfrentar
adversidades

Desamparo e abandono social e familiar

Acesso a meios letais e oportunidade

  Fonte: Botega, psiquiatra, professor da UNICAMP, especialista autor de artigos e livros sobre suicídio

SINAIS DE ALERTA NA ADOLESCÊNCIA

Mudança marcante na personalidade ou nos hábitos, Comportamento ansioso, agitado ou deprimido, piora do desempenho escolar, afastamento dos amigos e da família, descuido com a aparência, comentários autodepreciativos persistentes, disforia marcante (tristeza, irritabilidade e raiva), comentários sobre morte, doação de pertences afetivos, condutas de risco, morte de personalidade/ídolo

FATORES DE PROTEÇÃO CONTRA O SUICÍDIO

  • Disposição para buscar e receber ajuda médica e psicológica
  • Abertura às mudanças de comportamento e de estilo de vida
  • Capacidade e disponibilidade para fazer uma avaliação da realidade e de si mesmo
  • Estrutura familiar estável
  • Senso de responsabilidade em relação à família
  • Pais presentes, atenciosos e consistentes
  • Ter apoio e suporte em situações de necessidade
  • Integração e relacionamentos sadios com familiares, amigos, vizinhos
  • Adesão a valores e normas socialmente compartilhados
  • Prática espiritualista/religiosa e outras práticas coletivas (esportes, grupos culturais)
  • Trabalho

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VAMOS CONVERSAR SOBRE SUICÍDIO! MITOS E VERDADES

Preocupamo-nos com a destruição provocada pelos outros, mas evitamos falar sobre a autodestruição. Edwin Shneidman

CAUSAS, MITOS E VERDADES

Em algum momento da vida, diante de uma circunstância de intensa dor física ou emocional, a grande maioria das pessoas já pensou ou poderá vir a pensar, mesmo que de leve em desistir de viver, ou seja, em suicídio como forma de acabar com o sofrimento. Felizmente, a maioria dos que chegam a pensar, desistem da ideia porque conseguem enxergar outras soluções. Assim, o suicídio deve ser um assunto encarado sem medo ou espanto e, principalmente, sem tabus, preconceito ou julgamento.

Mitos e verdades

M: Não está falando sério, só quer chamar atenção, manipular.
V: A menção ao suicídio pode significar um pedido de ajuda.
M: A maior parte dos suicídios acontece sem avisos; é um ato impulsivo.
V: O pensamento e o planejamento geralmente são feitos com tempo e comunicados, se não verbalmente, mas por comportamentos.
M: Quem quer se matar, não avisa.
V: As pessoas que pensam em suicídio, geralmente falam com alguém sobre suas intenções por causa do período de ambivalência entre viver e morrer que costuma anteceder a concretização.
M: O suicídio só acontece com pessoas com transtornos mentais.
V: Existem causas psicológicas e sociais que podem influenciar uma pessoa em estado de extrema vulnerabilidade e sem um adequado e pronto apoio, a tomar essa decisão. Isto porque o suicídio está fortemente relacionado ao sofrimento.

O sofrimento nos ameaça a partir de três direções: do nosso próprio corpo, do mundo externo e de nossos relacionamentos com os outros homens. Freud

CAUSAS

As causas incluem perturbações mentais e/ou psicológicas, depressão, estresse, abuso de drogas, incluindo alcoolismo e medicamentos de uso controlado. Existem causas sociais que podem ser estimuladores se a pessoa for vulnerável emocionalmente: dificuldades econômicas (dívidas, desemprego), rompimento de relacionamentos, bullying, aposentadoria, conflitos da terceira idade.

 

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VAMOS CONVERSAR SOBRE SUICÍDIO!

Você deve estar se perguntando do porquê falar de um assunto tão sombrio e assustador. Deve estar sentindo seu coração temeroso e constrangido.

Mas, sim, precisamos conversar sobre suicídio, porque isto pode salvar vidas e pode renovar a esperança de quem acha que não vale mais a pena viver.

Desde 1990, o suicídio é considerado um problema de saúde pública e as estatísticas têm aumentado significativamente, evidenciando um crescimento do número de casos entre jovens e adolescentes.

  • Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos.
  • Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano.
  • O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.
  • 79% dos suicídios no mundo ocorrem em países de baixa e média renda.
  • 374 mortes por suicídio foram registradas de 2007 a 2016 no país.

(OPAS, 2018)

            Também, precisamos compreender o suicídio sem as distorções dos mitos e preconceitos em relação às pessoas e ao ato suicida. Só assim poderemos ajudar pessoas que estão enfrentando esta dolorosa situação em suas vidas.

O sofrimento, e o pensamento suicida é sinal de um grande sofrimento, é uma ameaça que nos cerca de três lados: do nosso corpo, do mundo externo e de nossos relacionamentos com os outros. Mas há esperança.

Os estudiosos do comportamento suicida defendem que a fé e a construção de uma rede social de apoio podem ser fatores essenciais no combate e prevenção ao suicídio.

Há um caminho de restauração para quem luta com sentimentos de autodestruição que começa com 3 passos:

Passo 1 – Reconhecer nossa impotência diante do desejo de por fim à própria vida para
escapar do sofrimento;

Passo 2 – Vir a acreditar na existência de um Poder Superior, Deus, e no Seu poder e amor
para nos dar significado e propósito a nossa existência, fazendo por nós o que
não podemos fazer por nós mesmos;

Passo 3 – Entregar nossa vida e vontade a Ele para que Ele a restaure.

Durante o mês de julho serão realizadas diversas palestras sobre a importância de conversarmos sobre o suicídio.

Confira abaixo a programação:

CR Tenda
Rua do Cruzeiro, 401 – Ancuri | Tenda da Igreja Batista Central de Fortaleza
Segunda-feira, 19h30
01/07 – Contexto e histórico do suicídio
08/07 – Causas, mitos e verdades.
15/07 – Fatores de Risco e Proteção
22/07 – Intervenção em crise suicida.
29/07 – Suporte a quem ficou.

CR Uni7
Av. Almirante Maximiniano da Fonseca, 1395 – Engenheiro Luciano Cavalcante
Sexta-feira, 19h30
05/07 – Contexto e histórico do suicídio
12/07– Causas, mitos e verdades.
19/07 – Fatores de Risco e Proteção
26/07 – Intervenção em crise suicida.
02/08 – Suporte a quem ficou.

 

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VIDA SÚBITA|JOELMA TORRES

Quero dar-te o que tenho de mais valioso; o meu coração, que por tanto tempo “encaixotei” por medo de quebrar e não ter mais conserto. Hoje já não alimento falsas expectativas com relação ao outro ou a pessoa que sou.
Quero entregar-me de coração a tudo que faço, aos momentos, às pessoas, às vivências… livre de medos! Conheço Aquele que me guarda! Não quero mais arrancar das suas mãos o que a Ele pertence. A minha alma corre despida, já não temo “que o meu coração se quebre”. Descobri que quebrar o coração, quando esse se tornara de pedra, tem lá as suas vantagens; vida súbita!

A reconstrução é sempre feita de carne. Carne que pulsa, sangue que escorre sobre a ferramenta cruzada do marceneiro. Estou livre, apresento-me sem máscaras, reciclando imperfeições. Sou como uma casa antiga, com algumas paredes rachadas, janelas quebradas, goteiras e defeitos… Mas sabe de uma coisa? Estou de pé, viva, forte, apropriada do meu eu verdadeiro, resistente as chuvas, ventos fortes, tempestades… Exposta aos raios de sol, que vem e iluminam os cantos mais escuros do meu interior, refletindo luz para toda a paisagem ao meu redor, deliciando-me  com às gotas do orvalho que florescem o meu jardim. Meu alicerce é forte, construído em cima da “Pedra Angular”, minha beleza é exatamente o que antes era feio. Uma beleza reluzente para os olhos dos que enxergam almas. Imperfeita, porém, perfeita, arte contraditória do criador.

Hoje abraço-me com todo gosto, abraço tudo que sou, as minhas dores, as minhas vitórias. Sou livre! Capaz de atos de amor, porém, com toda a minha humanidade, ainda também capaz de reações que causam dor. Descobri nessa longa caminhada, onde vários eram os meus ídolos, que um deles se sobressaia, um ídolo chamado “eu”. Como um “ídolo que se preza”, esse não podia errar, nem ter defeitos, não podia ser humano. Ufa! Como foi difícil viver para sustentar esse ídolo, “o” carregando por quilômetros de vida, numa procissão que durou quase todo a minha história, alimentando sobre ele expectativas irreais! Buscando atingir o inatingível, a perfeição no imperfeito. Engraçado; como tudo agora me parece tão claro. A vida é clique! Um clique na hora certa! E tudo que parecia tão definitivo, já não tem razão de ser. Aquele caminho feito e refeito várias vezes, já não me apresenta motivos para voltar. A fila andou… ela sempre anda… loucura é pensar que existe algo sem conserto. Quando penso assim, empobreço a obra-prima do Criador e corro risco de viver na escassez, dentro da caverna, isolada com os meus tesouros. Agora sei que não existe o fim, nem o ponto final. Quando as cortinas do teatro se fecham um novo espetáculo recomeça.

Enxergar além das cortinas é rasgar o véu e voar livre no céu de possibilidades.

Por Joelma Torres

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