BLOG

DEPENDÊNCIA QUÍMICA E CODEPENDÊNCIA

O DEPENDENTE químico raramente vive “no vazio”. Aqueles com quem ele convive acabam sendo afetados pela sua disfunção comportamental e, também, adoecem emocionalmente. Quando isto ocorre, estas pessoas passam a ser CODEPENDENTES.
Esse fato inicia-se quando nessa relação alguém tenta controlar o uso de drogas, o consumo de bebidas ou quaisquer comportamentos compulsivos de um dependente na esperança de ajudá-lo, sendo malsucedido nesse controle do comportamento do outro, acabando assim, por perder o domínio sobre seu próprio comportamento e vida.
Assim como o dependente químico necessita da droga, a droga do codependente é o dependente.

A codependência se manifesta de duas maneiras: como um intrometimento em todas as coisas da pessoa problema, incluindo horário de tomar banho, alimentação, vestuário, etc. Em segundo, tomando para si as responsabilidades de outra pessoa.
Ambas atitudes propiciam um comportamento mais irresponsável ainda por parte da pessoa problemática.
Percebe-se na codependência um conjunto de padrões de conduta e pensamentos que, além compulsivos, produzem sofrimento. O codependente almeja ser, realmente, o salvador, protetor ou consertador da outra pessoa, mesmo que para isso ele esteja comprovadamente prejudicando e agravando o problema do outro.

Como se nota, o problema do codependente é muito mais dele próprio do que do dependente e, normalmente, a nobre função do codependente depende da capacidade de ajudar ou salvar a outra pessoa, que sempre é transformada em vítima e não responsável pelos próprios problemas.
Por causa do envolvimento de toda a família nos problemas do dependente ou alcoolista, considera-se que o alcoolismo ou o uso nocivo de drogas é uma doença que afeta não apenas o dependente, mas também a família.
(https://sites.google.com/site/vandercampello/o-codependente-e-atado-na-pessoa-problema)

Síria Giovenardi, psicóloga e conselheira cristã
@siriagiovenardi

DEPENDÊNCIA DE INTERNET

A Dependência da Internet manifesta-se como uma inabilidade do indivíduo em controlar o uso e o envolvimento crescente com a Internet e com seus diversos aspectos: redes sociais, jogos e compras on-line, chats (salas de bate-papo), sites com conteúdo especifico (eróticos, de relacionamento, busca de informações e serviços on-line, que por sua vez conduzem a uma perda progressiva de controle e aumento do desconforto emocional.

Com efeitos sociais significativamente negativos, os indivíduos que gastam horas excessivas na Internet, tendem a utilizá-la como meio de aliviar a tensão, ansiedade e depressão, bem como buscar compensação para a autoestima rebaixada, timidez, baixa confiança em si mesmo.

As consequências danosas são muitas, tanto físicas como perda do sono, alterações de peso (magreza, obesidade), desenvolvimento de comportamentos compulsivos e problemas em suas relações interpessoais.
Além disso, os dependentes usam a rede como uma ferramenta social e de comunicação, pois têm uma experiência maior de prazer e de satisfação quando estão on-line, podendo isto contribuir para a dependência.

Sinais de dependência de Internet (Apresentar, pelo menos, 5 dos 8 critérios abaixo descritos):
1. Preocupação excessiva com a Internet
2. Necessidade de aumentar o tempo conectado (on-line) para ter a mesma satisfação
3. Exibe esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da Internet
4. Irritabilidade e/ou depressão
5. Quando o uso da Internet é restringido, apresenta labilidade emocional (Internet como forma de
regulação emocional)
6. Permanece mais conectado (on-line) do que o programado
7. Trabalho e as relações sociais ficam em risco pelo uso excessivo
8. Mente aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas
Fonte: http://www.dependenciadeinternet.com.br

Síria Giovenardi, psicoterapeuta e conselheira cristã
@siriagiovenardi

ISTO NÃO É AMOR!

Como terapeuta e conselheira cristã, seguidamente sou procurada por mulheres que sofrem por se encontrarem presas a em um relacionamento amoroso com um homem ciumento, agressivo, violento, pelo qual são agredidas física, emocional e moralmente. Muitas vezes, este homem vive a suas custas e as mantém afastadas de sua família e amigos. Mesmo assim, dizem que o amam.

E, o que mais temem em deixá-lo, não são as suas ameaças de matá-las, mas de que ele fique sem a única pessoa que pode transformá-lo num homem bom, elas e seu amor por ele!
Isto não é amor! É doença! Uma doença chamada codependência.

A pessoa codependente vive em função de outra pessoa, seja filho, pai, mãe, marido, namorado, a qual quer controlar e dominar, tudo para obter reconhecimento e aceitação, como forma de compensar sua falta de amor próprio.
Emocionalmente dependente do outro, passa a viver a vida do outro, perdendo totalmente sua própria identidade. Não percebe que muitas vezes seus desejos e até seus sonhos e planos não são seus, mas da outra pessoa a quem está tentando controlar.

Acredita que é responsável pela felicidade do outro. É “a salvadora”, disposta a resolver os problemas do outro, e como carece de limites, constantemente invade o outro com orientações e conselhos que na verdade passam a ser imposições.
Desconhece seus próprios sentimentos, sacrifica-se pelo outro, sempre dizendo não para si mesma.
Tem muito medo de ficar sozinha, da rejeição e do abandono, fazendo de tudo para ser aceita, reconhecida e amada pelos outros.

Mas, há esperança para o codependente, de se tornar uma pessoa capaz de desenvolver relacionamentos sadios e, principalmente, de amar de verdade sem sobressaltos, sem dor, sem tristeza, sem ameaças, sem manipulação, mas um amor que… “é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.” 1 Coríntios 13:4-6

O Programa de Restauração com base nos 12 Passos, Celebrando Restauração, mostra que é possível romper este ciclo e recuperar a sanidade perdida nesta área.

Síria Giovenardi, psicóloga e conselheira cristã
@siriagiovenardi

AMOR, SEXO E COMPULSÃO

DAS – Dependência de Amor e sexo
Quando a busca por amor se torna compulsão
O sexo desempenha um papel fundamental na vida dos seres humanos. Deus criou o sexo e o ser humano para que vivesse sua sexualidade de forma plena e prazerosa. Lendo o relato da criação, no livro de Gênesis, vemos que Ele criou homem e mulher para viverem uma intimidade perfeita– numa relação integral e equilibrada, envolvendo afeto, corpo e prazer, sem reservas e sem dúvida sobre si mesmos (andavam nus e não se envergonhavam).
Desde então, todos nós desejamos alcançar níveis de intimidade profunda com outros seres humanos.
Queremos ser compreendidos, aceitos e amados. Porém, devido à herança psicológica, mágoas, separação de Deus ou relacionamentos desfeitos, muitos não atingem a intimidade pura que anelam. E acabam buscando no sexo ou em relacionamentos doentios, as sensações que imitam essa intimidade.
Tornam-se obcecados pelo sexo e pelo amor. Começam a buscar pornografia, prazer na masturbação compulsiva ou se envolvem em sexo virtual. Começam a descobrir que há mais prazer e excitação fora do casamento do que dentro dele, a ver filmes com cenas de sexo explícito, a procurar prostitutas … Correm atrás do sexo, ou de relacionamentos doentes, pondo tudo em risco: reputação, saúde, casamento, segurança e respeito próprio. Alimentando estes comportamentos existe um mercado crescente de bens e serviços sexualmente orientados: a indústria da pornografia, serviços de acompanhantes, casas de massagens, etc.
Somos criaturas sexuais. Deus nos criou assim, Ele criou o sexo para o prazer e para a procriação, mas também estabeleceu limites claros para a atividade sexual. O vício sexual é um resultado complexo de pecado e comportamento humano, numa busca de um senso de realização, de alívio a dor do vazio e satisfação de necessidades internas. O comportamento viciado pode até capacitar a pessoa a enfrentar a vida, mas ao mesmo tempo deixa-a impregnada de sentimentos de desespero, medo, vergonha, tristeza e solidão. E estes sentimentos
levam a pessoa a manter a continuidade da ilusão de satisfação.
O Programa de Restauração com base nos 12 Passos, Celebrando Restauração, mostra que é possível romper este ciclo e recuperar a sanidade perdida nesta área.

Síria Giovenardi, psicóloga e conselheira cristã
@siriagiovenardi

COMPULSÃO POR COMPRAS

Da compulsão por comprar a devedor compulsivo

Compramos por várias razões: necessidade, diversão, modismo, status, apelos de promoções, liquidações e propagandas, ou pelo simples prazer de comprar, de adquirir alguma coisa independente da sua utilidade ou significado.

E isso pode se tornar um vício, uma doença de difícil controle, conhecida como oneomania ou compulsão por compras. Cerca de 5 a 6% da população sofrem do problema e é mais frequente entre as mulheres, na faixa dos 30 a 40 anos. Porém, as últimas pesquisas americanas demonstram que os compradores compulsivos masculinos vêm aumentando assustadoramente, equiparando-se às do sexo feminino.

De acordo com estudos realizados, a compulsão por compras pode estar associada a transtornos do humor e de ansiedade, dependência de substâncias psicoativas (álcool, drogas ou medicamentos), transtornos alimentares (bulimia, anorexia) e distúrbios de controle de impulsos.

A oneomania segue o padrão de toda compulsão, aliviar a ansiedade e sentimentos de frustração, vazio e depressão. Os oneomaníacos têm o consumo como vício, assim como um alcoólatra que necessita da bebida. Enquanto está comprando, a pessoa sente alívio e prazer dos sintomas, que passado um tempo voltam rapidamente. O efeito do ato de comprar é semelhante ao de tomar uma droga.

E para piorar a situação, o comprador compulsivo, pela dificuldade em reconhecer quando já passou do limites, pode acabar se tornando um devedor compulsivo.

Quando se sente carente, ansioso, deprimido esbanja dinheiro em algo que não pode pagar. Gasta compulsivamente, contrai dívidas, sente-se culpado, promete que nunca mais fará isto de novo, e apenas repete o mesmo ciclo na próxima vez que o sentimento de não ser suficiente aflorar. Começa, então, a viver uma roda viva: entra no cheque especial, faz empréstimos para cobrir o cheque especial, pede
emprestado a amigos para pagar o empréstimo, deixa de pagar cronicamente contas e compromissos, acumula credores e por aí vai, até afundar em dívidas, se tornar insolvente, inclusive arrastando junto a família. Perde o respeito próprio, amizades, saúde, emprego e família.

Pra quem acha que a Bíblia é ultrapassada e não se adéqua à realidade do mundo contemporâneo, é bom refletir na sabedoria milenar encontrada em Provérbio 17:16: De que serve o dinheiro na mão do tolo, já que ele não quer obter sabedoria?

Síria Giovenardi, psicóloga e conselheira cristã
@siriagiovenardi