BLOG

MULHER: VÍTIMA, SOBREVIVENTE, VENCEDORA | SÍRIA GIOVENARDI

 

Nossa sociedade pós moderna, plena de avanços científicos, tecnológicos, sociais continua assistindo a mulher protagonizando papéis paradoxais.

Um dos papéis mais vividos pela mulher é o de VÍTIMA. Seja ela rica ou pobre, culta ou analfabeta, cidadã do país mais desenvolvido ou do mais atrasado economicamente, seja ela partícipe de sociedade norteada por valores liberais e igualitários, ou por valores rígidos e discriminatórios, a mulher ainda é desvalorizada, humilhada, desrespeitada, mal tratada, agredida, prostituída, explorada, escravizada, violada, assassinada. A violência contra a mulher faz parte do nosso cotidiano, é coisa corriqueira, amplamente divulgada na mídia.

Porém, esta mulher vítima não se entrega, luta, batalha, dá a volta por cima, vira o jogo, levanta bandeiras, aprova leis de defesa e proteção e torna-se uma SOBREVIVENTE. E segue em frente, trabalhando, estudando, criando os filhos, responsabilizando-se pelo sustento de sua casa. Ela é pedreira, gari, motorista de ônibus, médica, policial, juíza, e também, é mãe, esposa, filha, profissional, amiga.

 E se esta mulher sobrevivente levantar seus olhos e reconhecer que não está abandonada à sua própria sorte, que há um Deus Criador que com ela se importa e que a ama incondicionalmente, ela se torna uma VENCEDORA.

 
“Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou.” Romanos 8:37
Siria Giovenardi |Psicóloga

LIMITES SAUDÁVEIS | SÍRIA GIOVENARDI

LIMITES SAUDÁVEIS

Não mude de lugar uma divisa antiga, nem tome posse de terras que pertencem a órfãos. Deus é o poderoso defensor dos órfãos e defenderá a causa deles contra você. (Provérbios 23: 10-11)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando não somos amados e cuidados adequadamente quando crianças, temos grandes chances de nos tornarmos adultos com sérias dificuldades para distinguir quando é ou não seguro confiar nos outros. Podemos desenvolver uma desconfiança visceral que pode nos levar até a fobia social. Ou podemos nos tornar extremamente dependentes de amor e atenção, adotando os escravizantes padrões de comportamento da codependencia emocional.

Na caminhada de restauração, precisaremos aprender a estabelecer limites saudáveis que venham a nos proteger das pessoas que possam querer tirar vantagens de nossa vulnerabilidade, porém garantindo o desenvolvimento de relacionamentos sadios e nutridores.

Eu tenho pessoas que me ajudam a traçar limites saudáveis em minha vida? Que limites já desenvolvi e como eles tem me ajudado? Em que áreas de minha vida ainda estou vulnerável?adequado.

Soli Deo Gloria

Siria Giovenardi |Psicóloga

QUAL É A HORA DE PEDIR AJUDA?

Quando precisamos de ajuda? Quando devemos buscar uma mão estendida ou pedi-la e não remar sozinhos? Quando a ajuda externa é necessária? Existem padrões objetivos para recorrer a alguém para nos ajudar? Em suma, qual é a hora de pedir ajuda?

Não podemos definir nenhum momento específico que marque universalmente a hora de pedir ajuda. Os limites são particulares, assim como os recursos. Então, como podemos perceber? Cada um tem que saber quais coisas estão mudando em sua vida, o que não está fazendo por medo, tristeza ou falta de desejo, ou o que não faz de todas aquelas atividades que antes lhe faziam feliz.

O marcador para pedir ajuda está dentro de cada um e devemos saber, além de identificar, deixar o orgulho para trás e recorrer a alguém que possa nos ajudar.Suportar e suportar sem limites, presenciando uma ausência de progresso que nos desencoraja, não nos leva a nada. Nesse sentido, às vezes uma ajuda oportuna é uma batalha vencida.

Em muitos casos, pedir ajuda nos dá uma nova oportunidade para encontrar a esperança, nos resgatando de uma situação que acreditávamos ser impossível de resolver, mas para isso devemos saber bem a quem recorrer e quando. Superar os limites pessoais de tentar resistir sozinhos nos obriga a nos abrirmos para alguém e deixarmos que nos ajude.

Pedir ajuda é uma demonstração de coragem

Esconder os sentimentos, acreditar que chorar é para os fracos, pensar que ainda temos forças, abraçar a ideia de que ninguém nos entenderá, são tópicos que podem acabar conosco. Nós não conseguiremos superar tudo sozinhos, e expor o que sentimos não é ser menos corajoso, nem recorrer a um especialista significa fechar um capítulo ou assumir uma derrota. Pedir ajuda demonstra coragem, inteligência e confiança.

 As batalhas são conquistadas com esforço e com uma tomada de decisões inteligentes, e ser inteligentes também significa usar ferramentas que os outros podem nos fornecer ou nos ajudam a encontrar quando perdemos o mapa pessoal. Pedir ajuda é uma coisa de corajosos, porque implica reconhecer a necessidade, além de não desistir e de ter esperança em obter o que você gostaria.

Quando você sente que a situação transborda, quando acredita que já não é mais o mesmo que antes e não está feliz, quando considera que foi muito longe sozinho, quando antes podia encontrar essa doçura que só reside em pequenas coisas e você já não faz mais isso, quando tudo o que costumava diverti-lo já não causa mais isso e você não encontrou novas atividades que causem, é hora. A hora de pedir ajuda.

Depois de identificar a hora de pedir ajuda, como pedi-la?

Pode ser que o primeiro passo seja o mais difícil, falar sobre nós mesmos, contar a alguém como nos sentimos, nos expressando e buscando de forma determinada aquilo que nos falta. Como podemos aprender a pedir ajuda? O primeiro passo é encontrar alguém em quem confiar. Se tentamos com pessoas ao nosso redor e não melhoramos ou a ajuda que nos fornecem é insuficiente, é hora de pedir ajuda para um especialista.

A variedade é tão grande, que provavelmente não será difícil encontrar um especialista que possa nos ajudar nisso, especificamente, que precisamos. Se nossa garganta doer, iremos ao médico, se não pudermos mover o pescoço, iremos ao fisioterapeuta, se não enxergarmos corretamente, iremos ao oftalmologista. Se tivermos uma cárie, iremos ao dentista, então se nossa alma dói, por que não ir ao psicólogo?

O psicólogo é apenas mais um especialista, e vê-lo como alguém que só trabalha com loucos é um retrato muito antiquado e reduzido da ajuda que ele pode fornecer. Nesse sentido, o trabalho com o psicólogo faz com que a pessoa aumente seu registro de recursos para enfrentar as dificuldades. Além disso, poderemos dissipar o sentimento de solidão sufocante que todos nós sentimos em algum momento, ou poderemos reforçar nossa motivação caso se encontre enfraquecida. Se este for o caso, por que não pedir ajuda, inclusive antes de precisar?

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/hora-de-pedir-ajuda/

VIDAMAR

Seguir em frente é a única opção de vida, porque a vida segue, se desdobra em dias que se transformam em futuro.
 
 Se eu me ver como uma pessoa em crescimento, não mais físico agora, mas em crescimento emocional, social e espiritual, tenho que tomar o impulso para a frente.
  
As ondas do mar sempre vão de dentro do mar para a praia, assim é a vida, um mar cujas ondas sempre vão para a praia, as vezes quebrando fortes, pesadas, cheias de areia retirada do fundo, mas as vezes se espraiando preguiçosas, leves e suaves como um toalha de renda sendo estendida.
Mas sempre na praia do futuro.

É para lá que, hoje, um dia de cada vez, como uma onda de cada vez, eu escolho ir.  Síria Giovenardi

PRAZER versus ALEGRIA

Nossa sociedade é hedonista. Somos sistematicamente estimulados à busca do prazer, quase como uma condição essencial de vida. Beiramos uma atitude reducionista, através da qual todas as emoções e sentimentos parecem dever ser sentidos e expressos pela ótica do prazer.

Amor e toda a riqueza de suas nuances — companheirismo, amizade, cumplicidade, intimidade, ternura, carinho, aconchego, conforto, apoio, etc — reduzido ao prazer sexual.

Medo reduzido ao prazer provocado pela enxurrada de adrenalina correndo nas veias diante do perigo extremo, do risco de vida, que pode ser obtido pela prática de esportes radicais, até por crianças em brinquedos radicais nos parques de diversão. Até a raiva e uma de suas expressões, a violência, pode dar prazer encontrado em games, filmes e as lutas vale tudo como MMA.

Como nem sempre encontramos esse nível de prazer nas coisas comuns do dia a dia, o prazer precisa ser obtido ou intensificado artificialmente por substancias ou atos que ativem direta e rapidamente os centros de prazer do cérebro. Dentre as substancias, temos as drogas e medicamentos psicotrópicos, mas comportamentos também podem se tornar ativadores como beber, fumar, comer, jogar, comprar, navegar na internet, fazer sexo, malhar, trabalhar, etc. E aí temos as compulsões.

E com o poderoso prazer em foco, quem liga para a simples alegria? Na maioria das vezes, só passamos a valorizar e buscar a alegria quando o prazer se torna desprazer, provocando dor, sofrimento, infelicidade, depressão.

O prazer é sempre transitório e fugaz, porque depende das circunstâncias. Se uma pequena porção de prazer nos proporciona alegria momentânea, será necessário outra porção ainda maior de emoção para obter o mesmo efeito em outra vez.

A alegria é perene, pode ser sentida mesmo que as circunstancias não nos deem prazer, porque é um estado interior. Para provarmos prazer contínuo, devemos ser estimulados constantemente, pois ele não pode ser dominado. Com a alegria dá-se justamente o contrário. É uma dádiva que recebemos de Deus.

A verdadeira alegria está alicerçada em Jesus Cristo, porque só Ele pode oferecê-la de forma completa e duradoura.

Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa. João 15:11

Do que você mais precisa: de prazer ou de alegria?

Autora:  Síria Giovenardi, psicóloga.