O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio promovido pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (International Association for Suicide Prevention ( IASP) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 10 de Setembro foi criado com o propósito de mobilizar esforços para prevenção do suicídio. É uma oportunidade aberta a todos os sectores da sociedade para intervir e chamar a atenção para o grave problema do suicídio no mundo.
Conhecida como Campanha Setembro Amarelo é um movimento mundial incentivado pela Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (IASP) que tem como objetivo a prevenção ao suicídio e a defesa da vida. Nela busca-se a sensibilização da sociedade, que pode contribuir para reduzir os trágicos números da mortalidade por suicídio, principalmente devido ao fato de algumas pessoas o considerarem como tabu, terem preconceito ou mesmo por acreditarem que as pessoas que o planejam só estão querendo chamar atenção e não pretendem acabar com suas vidas. Um momento privilegiado em que se discutam fórmulas, métodos e ações para combater a epidemia que se alastra pelo mundo. Através de uma abordagem multisetorial abrangente, com uma estratégia nacional de prevenção, é possível enfrentar o problema e conquistar resultados positivos na diminuição no número de casos.
O suicídio é um problema de saúde pública em países de alta renda e um problema emergente em países de baixa e média renda; é uma das principais causas de morte no mundo, especialmente entre os jovens. O número de vidas que se perdem a cada ano por suicídio supera o número de mortes por homicídios e guerras juntos.
A OMS aponta que mais de 800 mil pessoas se matam todos os anos, ou seja, a cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida. O suicídio está entre as dez causas de morte mais frequentes no mundo e é a principal entre os jovens de 15 a 29 anos. Além disso, 75% dos suicídios em todo o mundo ocorrem em regiões de baixa renda. No Brasil a taxa de suicídio representa 5,6 mortes a cada 100 mil jovens (20% acima da média nacional) e entre os jovens está crescendo mais do que a média nacional. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.
Os dados estatísticos da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SPPDS) comprovam o alto índice de suicídios no Ceará e a capital cearense ocupa, hoje, o terceiro lugar no ranking com a maior taxa de suicídio do Brasil.
O suicídio é um problema de todos que envolve múltiplas causas envolvendo profissionais de saúde como também, outros setores que direta ou indiretamente lidam com o problema. A partir do funcionamento de uma rede de vigilância, prevenção e controle, é possível que vários profissionais possam compartilhar informações referentes à abordagem, ao acolhimento e ao tratamento das pessoas em situação de vulnerabilidade.
O suicídio ainda é visto como um problema individual, o que dificulta muito o seu entendimento como um problema que afeta toda a sociedade. É necessário mudar essa visão para despertar e estimular a atuação de pessoas de diferentes setores da sociedade na sua vigilância, prevenção e controle.
A mudança do quadro de suicídios no Brasil poderia ser viabilizada por meio de implantação de ações que promovam o debate do assunto na sociedade, com o envolvimento de entidades estatais, sociedades de classes e cidadãos interessados ou envolvidos na problemática. No Estado do Ceará, o Programa de Apoio à Vida PRAVIDA/Universidade Federal do Ceará, em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) vem realizando durante todo o mês o Setembro Amarelo, várias atividades em instituições públicas ou privadas que estimulam divulgações sobre a prevenção do suicídio na tentativa de contribuir com políticas públicas na prevenção do suicídio.
No dia 10 de Setembro ajude a iluminar prédios públicos, colocar faixas, mobilizar passeatas, passeios de bicicleta ou motocicleta, distribuição de folhetos, uso de camiseta ou fita amarela, assim você estará contribuindo na prevenção do suicídio.
Centros de Atenção Psicossocial – CAPS
Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto
Rua Vicente Nobre Macêdo, s/n – Messejana – Fortaleza/CE
www.hsmm.ce.gov.br
(85) 3101.4328
Programa de Apoio à Vida – PRAVIDA/UFC
Rua Capitão Francisco Pedro, 1210 – Rodolfo Teófilo – Fortaleza/CE
www.pravida.com.br
[email protected]
(85) 98400-5672
Instituto Bia Dote
Av. Barão de Studart, 2360 – Sala 1106 – Aldeota – Fortaleza/CE
institutobiadote.org.br
[email protected]
[email protected]
(85) 3264.2992
Laboratório de Relações Interpessoais – LABRI/UFC
[email protected]
Centro de Valorização da Vida
https://www.cvv.org.br
Fone: 141 / (85) 3257-1084.
Fonte: www.pravida.com.br
A humanidade tem vivenciado tempos difíceis de intolerância, desamor e egoísmo nas relações: seja na família, na sociedade, no trabalho, na escola, nos espaços públicos, e até mesmo no nível pessoal.
A palavra PAZ tem um significado amplo, que quer dizer “estar completo”, “estar bem em todos os sentidos”, “desfrutar de bem-estar”. No sentido mais profundo é Paz com Deus e, em consequência conosco e com os semelhantes.
Tais aspectos têm nos despertado para a importância de refletir, dialogar e vivenciar uma CULTURA DE PAZ, entendendo-a como uma ferramenta para a prevenção e resolução não violenta de conflitos e também de RESTAURAÇÃO.
Disse Jesus: “Deixo a PAZ a vocês; a minha PAZ dou a vocês. Não a dou como um mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.” (João 14:27)
DATA E LOCAL
De 28 a 30 de setembro de 2018
Local: Câmara Municipal de Fortaleza (Rua Dr. Thompsom Bulcão, 830, Patriolino Ribeiro, esquina com Av. Rogaciano Leite).
INSCRIÇÃO
1º LOTE: R$ 50,00 – até 23/09
2º LOTE: R$ 70,00 – a partir de 24/09
Vagas limitadas!
HOSPEDAGEM SOLIDÁRIA
A Igreja Batista Central de Fortaleza estimula os seus membros a abrirem as portas das suas casas e receberem os participantes que vem de outras cidades e estados. Se você deseja ser hospedado em alguma casa, envie um e-mail para [email protected] . Após o e-mail, entraremos em contato. A IBC não garante hospedagem para todos.
CONTATO E INFORMAÇÕES
(85) 3444.3635 /99745.3924
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CONVIDADO ESPECIAL
Cameron Young
Mestre em Teologia pela Grand Rapids Theological Seminary e mestre em Psicologia Clínica pela Wheaton College Graduate School (2013). Líder na Igreja Batista Central de Fortaleza durante 20 anos, ele encabeçou o início do Celebrando Restauração no Brasil. Hoje, Cameron atua como psicoterapeuta de casais e famílias no estado de Illinois nos EUA e dar palestras e treinamentos sobre CR, saúde emocional/psicológico/espiritual, a importância da restauração e a graça na vida cotidiana. Casado há 26 anos com Dianne, é pai de filhas gêmeas de 20 anos de idade nascidas em Fortaleza.
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Ainda há muita desinformação sobre o que é codependência e as dificuldades que essa síndrome emocional causa na vida dessas pessoas que estão sempre em busca, muitas vezes de forma perversa e autodestrutiva, de preencher o terrível vazio emocional das suas vidas.
É muito comum ligar a codependência as famílias que tem dependentes de álcool ou drogas, o que dificulta muitas vezes o diagnóstico e o tratamento, já que a codependencia não se limita somente aos familiares de dependentes químicos. Com uma baixa autoestima, os codependentes vivem em função dos outros a quem querem controlar, mandar e fazem um “jogo” onde o poder de dominar é a essência. Esse domínio, a luta para tê-lo ou não é vital para o codependente. Tudo isso para buscar reconhecimento, para compensar uma falta de amor próprio.
Emocionalmente dependentes dos outros, não conhecem a sua realidade, não conseguem estabelecer os seus limites e perdem totalmente a sua identidade, já que passam a viver a vida do outro a quem querem controlar, desde a maneira como tem que conduzir a sua vida, os seus pensamentos e até os seus comportamentos. Essa marcação “cerrada” sobre o outro sempre causa desentendimento e mal-estar. O codependente acredita que é responsável pela felicidade e necessidade dos outros. Vive uma vida de ilusão, de sofrimento, de ansiedade e de angústia. Nada está bom para ele e por mais que conquiste, sempre tem a sensação de um vazio, que está faltando alguma coisa na sua vida. Essa falta é uma das suas características em uma vida pontuada de extremos. Uma hora é o grande salvador, disposto a resolver os problemas dos outros, a ajudar e como carece de limites, constantemente está invadindo o outro com as suas orientações e conselhos que na verdade passam a ser imposições. No outro extremo é a grande vítima quando as coisas não saem como queria. Desconhece os seus sentimentos, se sacrifica pelo outro, sempre dizendo não para si mesmo, tenta controlar a vida do outro, na qual não tem poder para isso e deixa de controlar a sua própria vida. Se sentem mal quando percebem a impotência de controlar ou mudar uma pessoa, um sentimento de fracasso toma conta de si. Tem muito medo de ficar sozinho, da rejeição, do abandono e lança mão de tudo, de uma maneira distorcida e inadequada para que isso não venha acontecer.
Quer que as coisas se resolvam e sejam da sua maneira e não percebe que muitas vezes os seus desejos e até os seus sonhos não são seus, mas da outra pessoa a quem está tentando controlar. A realidade é tão distorcida que dentro da sua ilusão acredita que a sua felicidade depende dos outros. Passa a ser um escravo, emocionalmente falando, das outras pessoas.
Tem dificuldade para se relacionar consigo mesmo, com os outros e até com Deus, a quem dá uma conotação humana devido aos abusos emocionais sofridos. Doença gerada na família de origem que era disfuncional, o codependente carrega consigo sentimento de culpa, medo, insegurança, raiva, frustração, vergonha e desenvolve comportamentos compulsivos em relação ao sexo, a alimentação, ao trabalho, ao dinheiro (fazendo gastos excessivos), ao álcool ou outras drogas em uma tentativa de controlar os seus sentimentos interiores. Tudo em vão.
O codependente não pode ver uma pessoa com problemas que lá está ele pronto para resolvê-los, no fundo, não para buscar uma solução para o outro, mas para si mesmo como uma recompensa. Desdobra-se nessa ajuda (tudo pelo reconhecimento), mas com certeza irá cobrar depois, e que cobrança, como se o outro tivesse a obrigação de retribuir, mas do seu modo e da sua maneira. Quando há envolvimento com um dependente químico, as coisas se complicam. Se compararmos a codependência com a dependência química vamos perceber a semelhança entre elas. As duas são doenças de negação. Sintomas como a raiva, angústia, depressão e desespero, são os mesmos. O dependente químico luta para tentar controlar a droga e o codependentes para controlar o dependente químico e em ambos o resultado é o fracasso, portanto a progressividade tanto da codependência como da dependência química caminham lado a lado.
A negação é o grande obstáculo para um tratamento em qualquer uma das duas. É difícil para um codependentes reconhecer que precisa mudar o seu modo de vida. Do mesmo modo, um dependente químico é resistente a mudanças. Tanto o codependentes como o dependente químico só irá administrar com mais qualidade as suas vidas, quando admitirem o sofrimento que a doença provoca. Antes disso, não vão perceber o grau de destruição das suas vidas.
O que precisa ser ressaltado é que a codependência pode sim ser o início para que a pessoa desenvolva a dependência por drogas. Devido às compulsões que dominam o codependentes que as usam para aliviar as suas dores emocionais, o risco do uso do álcool ou de outras drogas é muito grande. Por isso é necessário que o adicto não só trate da sua adicção, mas também da sua codependência. Além disso, problemas clínicos podem ser sintomas da codependência que se não for tratada de modo adequado vai passando de geração para geração. É fundamental que além do dependente químico estar em tratamento, os seus familiares também se tratem da sua codependência.
Como já foi exposto, os relacionamentos são extremamente afetados sob o impacto da codependência. Mas é necessário ainda acrescentar que mensagens enraizadas lá na infância podem muitas vezes interferirem no relacionamento de um casal e destruir casamentos. A “imperiosa” necessidade de fazer o outro feliz acaba sufocando a relação onde à identidade de um ou do outro não é respeitada. Muitas vezes no seu círculo social, o codependentes tem uma relação conflituosa. É comum ouvirmos as queixas de que “não estão respeitando os meus sentimentos” ou “estão me explorando” porque na verdade o codependentes se liga ao outro de uma forma errada, distorcida, tentando impor o seu comando, desrespeitando limites, manipulando e como se isso fosse possível, ditar as regras e normas que a outra pessoa deve seguir na vida. Muitas vezes falam e fazem o que não querem só para agradar os outros, se anulando com isso. Outro ponto que precisa ser trabalhado é o preconceito que acompanha a codependência. A pessoa deixa de ir a uma terapia, a um grupo, a cuidar de si porque “a ligam” com dependência química (drogas). Uma pergunta muito comum que se ouve no início do tratamento é se tem cura.
Falar em “cura” em Codependencia como se tomasse uma pílula e a vida mudasse sem nenhuma interferência da própria pessoa, não existe. “Curar” em codependência significa reconhecer, admitir e aceitar a doença e a partir daí iniciar as mudanças no modo de viver, dar qualidade à vida, vivenciar a realidade e não insistir em uma existência baseada na ilusão, passar a controlar o que se pode controlar que é a própria vida, viver uma relação funcional, buscar o equilíbrio físico, emocional e espiritual, a autoestima, o amor próprio e com isso melhorar o relacionamento com os outros e consigo mesmo. Em codependência, “curar” significa viver a vida, descobrir o seu sentido e amá-la.
Fonte: com base na literatura do CODA.
SINAIS DE RECUPERAÇÃO – PARTE B
Fonte:Com base na literatura do CODA.