Quando estamos lutando para abandonar um comportamento compulsivo, seja
uma dependência química ou uma compulsão comportamental, teremos que lidar
também com comportamentos destrutivos, geralmente associados às compulsões.
Os principais são: manipulação e mentira, codependência emocional, isolamento,
culpa, sentimento de inadequação, baixa autoestima e inveja.
Hoje, falaremos sobre a codependência emocional e isolamento.
CODEPENDÊNCIA EMOCIONAL
Transtorno emocional que leva ao comportamento autodestrutivo de viver
totalmente em função de controlar o comportamento autodestrutivo do outro,
dedicando-se a ajudá-lo com seus problemas e necessidades, anulando a si mesmo.
O compulsivo é codependente à medida que organiza sua vida para buscar o
prazer e aliviar a ansiedade no seu ato compulsivo; o familiar é codependente por
organizar sua vida buscando controlar o comportamento do compulsivo.
O compulsivo assume o papel de Vítima: Sente-se imperfeito, defeituoso, errado.
Envolve-se em situações difíceis ou desastrosas apenas para confirmar o papel de
“vítima“ e receber atenção.
O familiar assume o papel de Salvador: Sua autoestima depende da capacidade de
ajudar ou "SALVAR" outras pessoas, especialmente as "VÍTIMAS", aquelas que não
querem se responsabilizar pelos próprios problemas ou consequências de seus erros.
ISOLAMENTO SOCIAL
Embora relacionamentos sejam essenciais à nossa vida, o comportamento
compulsivo impede ou dificulta estabelecer relacionamentos saudáveis, podendo
levar ao isolamento social, que é um comportamento de alienação por parte de uma
pessoa, de forma voluntária ou induzida por sentimentos de rejeição e inadequação.
Se não reconhecido e tratado, torna a pessoa cada vez mais doente
emocionalmente, reforçando o isolamento. Agrava os sentimentos de rejeição e
baixa autoestima, favorece o comportamento de risco (vícios e compulsões), gera
sentimento de inutilidade social, falta de propósito e significado de vida, e
compromete o amadurecimento da pessoa, pois os relacionamentos são essenciais
para a formação da nossa personalidade e maturidade emocional.
Síria Giovenardi
@siriagiovenardi
O elefante de circo é mantido sempre preso por uma corrente em uma de suas
patas a uma pequena estaca cravada no solo.
Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunal.
Então, porque ele não usa esta força e arranca aquele pequeno pedaço de madeira
cravado no solo e foge?
A resposta é a seguinte: o elefantinho por diversas vezes puxou e forçou, tentando
se soltar, mas sem sucesso. Ele tenta, tenta e… nada. Até que um dia,
cansado, aceita seu destino. E fica amarrado na estaca, balançando o corpo de lá prá
cá, daqui prá lá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.
Então aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode se
libertar.
Isso acontece com a gente quando estamos, há muito tempo, amarrados à estaca da
compulsão, seja uma dependência química ou um comportamento compulsivo.
As principais correntes que nos mantem presos à nossa compulsão são:
manipulação, codependência emocional, culpa, sentimento de inadequação, baixa
autoestima e inveja.
A CORRENTE DA MANIPULAÇÃO
O comportamento manipulador impede a pessoa de ter relacionamentos saudáveis,
pois retrata-se como vítima das circunstâncias ou do comportamento dos outros, a fim
de obter pena, simpatia ou compaixão para conseguir algo do outro, se for da sua
conveniência e para atingir os seus objetivos. Mentem ou distorcem a verdade para
ficar sempre como os donos da verdade, não assumem seus erros, nem a
responsabilidade pelas consequências.
Síria Giovenardi
@siriagiovenardi
Senhor, me dê coragem para mudar o que for possível,
serenidade para aceitar o que não posso mudar e
sabedoria para saber discernir entre as duas.
Este é o verso inicial da Oração da Serenidade escrita por um pastor
evangélico há mais de 50 anos e usada pelos grupos Alcoólicos Anônimos
(AA), Narcóticos Anônimos (NA) e outros inúmeros grupos de apoio referentes
a outros tipos de compulsão.
Esta oração fala em “aceitar as coisas que não podemos mudar”. Mas
aceitação não é acomodação. Esta atitude nos paralisa.
A aceitação, pelo contrário, libera a ação, aliviando-a das cargas
impossíveis. Exige, sim, a coragem de se persistir, apesar do problema, às
vezes, imutável. Mas, uma vez aceito o que não pode ser mudado, fica-se
livre para investir nas mudanças que são possíveis. O mundo não é perfeito.
Siria Giovenardi
@siriagiovenardi
Chegando ao Passo 5 da caminhada de restauração (ADMITIMOS PARA DEUS, PARA NÓS E
PARA OUTRO SER HUMANO A NATUREZA EXATA DOS NOSSOS ERROS), aprendemos que, após escrever o
inventário, devemos lidar com o que escrevemos.
Primeiro devemos confessar nossos pecados a Deus, assumindo a
responsabilidade pelos nossos erros para sermos perdoados e parar de culpar os
outros. Fazendo isso, permitimos que Deus cure nossos traumas, vícios e maus
hábitos e deixamos de negar nossos sentimentos verdadeiros.
Segundo ler nosso inventário moral para outra pessoa, admitindo os erros
cometidos. A maioria das pessoas tem medo e vergonha de fazer isto. Mas se
tivermos verdadeiramente dado o passo 3, nosso processo de restauração já estará
alicerçado no amor incondicional de Deus e não na aceitação condicional do outro.
Enquanto o amor dos outros pode ir e vir, Deus já conhece tudo sobre cada
um de nós e ainda assim nos ama.
Esta é a única garantia de receber CURA, LIBERDADE, PERDÃO e Apoio de que tanto
precisamos.
Síria Giovenardi
@siriagiovenardi
Amigos que nos acompanhem e apoiem enquanto fazemos nossa caminhada de restauração, são
absolutamente necessários para uma restauração bem-sucedida.
Precisamos de alguém para nos encorajar a praticar os passos e nos apoiar nos momentos de
desânimo ou possíveis recaídas. Se estivermos sozinhos, estamos especialmente vulneráveis a recair
e retomar nossos vícios, maus hábitos, falhas de caráter e relacionamentos tóxicos.
Precisamos buscar ajuda e apoio dos outros, formando uma rede de relacionamento. Isto nos dará
forças adicionais, sabedoria e proteção contra nossas dependências e comportamentos destrutivos.
Calar nossos segredos, nos mantem doentes.
Enquanto lutamos contra nossos vícios e maus hábitos, geralmente evitamos falar sinceramente sobre
nossos problemas com outras pessoas. Entretanto, é importante que busquemos apoio nos
relacionamentos que nos ajudarão a enfrentar a verdade.
A sinceridade e a prestação de contas são essenciais à nossa restauração. A influência de amigos
verdadeiros e que andam de acordo com a vontade de Deus, nos ajudam a permanecer no caminho
correto.
Síria Giovenardi
@siriagiovenardi